Com o aumento da expectativa de vida, são cada vez mais pessoas idosas que buscam o atendimento psicológico. Antigamente, existia o mito de que só procurava este tipo de serviço quem estava louco. Costumo dizer que a terapia é exatamente com o objetivo contrário, ou seja, é pra não ficar louco…
Muitos estão enfrentando questões que deixaram sem solução por décadas, além de preocupações com novas situações de vida, tais como moradia, finanças, problemas de saúde, a perda de entes queridos e lidar com sua própria finitude.

O Sr. T. é um entre os muitos idosos que procuraram ajuda psicológica pela primeira vez somente depois de chegar a terceira idade. “As pessoas estão percebendo que estão vivendo por mais tempo. Se você ainda terá outros dez ou 15 anos de vida, para que viver infeliz se há algo que pode ajudá-lo?”, diz. Continuando sua declaração T. ainda afirma: “Aprendi a ajustar meu modo de pensar. Hoje já não fico tão ansioso quanto antes. Descobri, nesta idade, que sou artista, criativo, inovador e inteligente”.
Às vezes, o que pacientes mais velhos precisam é de uma ajuda para enxergar a vida de outra perspectiva. “As coisas podem ser vistas de modo diferente a partir do ponto de vista da velhice, aliviando alguns sentimentos de culpa e contestando premissas que você nutria havia décadas. Todo mundo tem certa dose de dor na vida. O cerne essencial é como você lida com o sofrimento e a atitude é importante diante de fatos novos da vida, nesta fase, sendo necessário reforçar as coisas positivas que se tem, tendo uma qualidade de vida. Também é possível aprender a aproveitar bem o tempo livre, buscando aprender coisas novas, se relacionar bem com os outros e se sentir bem com a vida que se tem.

Silvana Lavechia – Psicóloga especialista em Psicologia do Envelhecimento

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